sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Motivação para se gerar empresas Inovadoras “spin-offs”

Os resultados tecnológicos das pesquisas e desenvolvimentos (P&D) realizados na empresa, certamente geram riquezas para ela e contribuem para o desenvolvimento econômico e social no meio em que ela se encontra.

Esta geração de riqueza se dá, normalmente, quase que exclusivamente através da incorporação de uma parte destes resultados de P&D a produtos (bens e serviços) inovadores que a empresa leva para o mercado.

No entanto, como preconiza o Modelo de Inovação Aberta, outra parte destes resultados pode ser aproveitada através de outros mecanismos para se levar estes resultados de P&D para o mercado, e devem ser utilizados.

Naturalmente que, antes de sua incorporação a produtos e levados ao mercado, deve-se analisar o potencial destes resultados de P&D se transformarem em patentes nacionais e internacionais, agregando significativo valor a estes. A partir daí, os resultados podem ser ou não incorporados a produtos (bens e serviços). Aqueles resultados não incorporados a bens e serviços podem então ser transferidos para o mercado, na forma de licenciamento, em especial, mas não tão somente, aqueles patenteados.

De qualquer maneira, patenteados ou não, os resultados podem ter aplicações comerciais e muitos deles podem gerar inovações tecnológicas em outras empresas, trazendo receita em “royalties” para a empresa “mãe” e fortalecendo o desenvolvimento regional e o Sistema Nacional de Inovação.
Este processo pode se fertilizar ainda mais através do estímulo ao empreendedorismo e a implantação de programas de pré-incubação e de incubação de empresas, facilitando a criação de negócios tecnológicos e empresas de base tecnológica, a partir de universidades, instituições de pesquisa e até empresas “mães” (empresas “spin-off’s”).

Na verdade, um ambiente forte em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que aproveite todo o potencial dos resultados destas pesquisas para geração de inovações tecnológicas, não pode prescindir das empresas de base tecnológica que absorvam estes resultados para serem levados ao mercado, em especial, de empresas “start-ups” (nascentes), normalmente “spin-offs” (nascidas) de universidades, instituições de pesquisa e empresas “mães”.

Facilitar o “start-up” destas empresas é importante para popular e fortalecer o Sistema Local e Regional de Inovação e desenvolver economicamente o ambiente onde se inserem as empresas “mães”.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As leis de inovação estaduais

As leis de inovação estaduais derivam da Lei de Inovação federal, transpondo-se para o ambiente estadual, os preceitos da lei federal. A ICT pública passa a ser a da esfera estadual, genericamente definida, nestas leis, como órgão ou entidade integrante da estrutura da administração pública estadual direta ou indireta que tenha por missão institucional executar atividades de pesquisa básica ou aplicada, de caráter científico ou tecnológico. Permanece a necessidade da existência de NIT – Núcleo de Inovação Tecnológica na ICT públicas estadual para gerir sua política de inovação, em especial, sua política de propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Normalmente estas leis estaduais trazem medidas para fortalecer o Sistema Estadual de Inovação, incluindo medidas aplicadas a seus Parques e Incubadoras Tecnológicas no Estado. Também prevêem subvenção econômica e, em algumas delas, incentivos fiscais, para projetos de inovação de empresas no Estado.

De maneira geral, acompanham os preceitos da lei federal, permitindo o compartilhamento dos laboratórios por empresas incubadas e utilização dos laboratórios por empresas nacionais, promove a remuneração dos pesquisadores das ICTs com parte dos ganhos econômicos advindos dos contratos de transferência de tecnologia, e demais.

Curiosamente, algumas delas prevêem a aplicação de pontos da lei que, na federal, se aplicam a ICTs públicas, para tanto as ICTs públicas quanto às ICTs privadas estaduais. Isto inclui a definição do que é ICT privada estadual, genericamente caracterizada como organização de direito privado sem fins lucrativos dedicada à inovação tecnológica;

O quadro abaixo apresenta os Estados que já possuem suas leis estaduais de inovação promulgadas.

Estado Legislação Entrada em vigor
Alagoas Lei nº 7.117, 12 de Novembro de 2009.
Amazonas Lei Ordinária nº 3.095 17 de Novembro de 2006
Bahia Lei Estadual nº 11.174 09 de Dezembro de 2008
Ceará Lei Estadual nº 14.220 16 de Outubro de 2008
Mato Grosso Lei Complementar nº 297 07 de Janeiro de 2008
Minas Gerais Lei Estadual nº 17.348 17 de Janeiro de 2008
Pernambuco Lei Estadual nº 13.690 16 de Dezembro de 2008
Rio de Janeiro Lei Estadual n° 5.361 29 de Dezembro de 2008
Decreto nº 42.302 12 de fevereiro de 2010
Rio Grande do Sul Lei Estadual nº 13.196 13 de Julho de 2009
São Paulo Lei Complementar nº 1049 19 de Junho de 2008
Santa Catarina Lei Estadual nº 14.348 15 de Janeiro de 2008
Sergipe Lei Estadual nº 6.794 02 de Dezembro de 2009

Manual de Inovação versão 6.1

Disponibilizei em em http://www.slideshare.net/egrizendi/manual-inovao-v-61 nova versão do manual (versão 6.1) com pequenas correções e uma capa de rosto para maior identificação do documento. Sugiro esta versão para download e impressão.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Manual de Inovação

Elaborei para o Itamaraty um manual de inovação. Apesar de obedecer a um Termo de Referência daquele ministério, para promoção comercial de empresas no exterior, acredito que seja de interesse das empresas em geral.

Disponibilizei provisoriamente em http://www.slideshare.net/egrizendi/manual-inovao-v-60, a versão 6.0 entregue recentemente ao ministério.

Espero que gostem e aproveitem.